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[Original] Os Guerreiros Aesir.

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[Original] Os Guerreiros Aesir.

Mensagem por Hikaru em Seg 13 Fev 2012, 4:25 pm

Essa é uma fic baseada na mitologia nórdica. Os itens e fatos citados nelas podem ou não condizerem com os dados obtidos em pesquisas em relação a essa cultura.

Nome: Os Guerreiros Aesir
Capitulo: O Bracelete do Deus Trovão.
Lançamento: Semanalmente. (posso atrasar um pouco por imprevistos, então não tem um prazo certo_)





Bem, gostaria de lhes dizer que tenho uma vida normal como todo mundo, infelizmente isso não é verdade, principalmente quando tenho que enfrentar criaturas e seres que não condizem à realidade. Caso estejam interessados em descobrir do que estou falando, vou lhes contar desde o inicio.

Eu moro em uma cidade importante do meu país, mas não mais importante do que as capitais. É claro que em toda a cidade só existe um lugar em que eu não deixo de ir um dia sequer, a loja de antiguidades do Sr. Boris.
O Sr. Boris é um senhor de 64 anos de idade e coleciona itens de antiguidade, mas não qualquer item da antiguidade, são todos exclusivamente “escandinavos”, itens da era viking mais precisamente, artigos de guerra (espadas, lanças), cerâmica, jóias e assessórios, incluindo uma miniatura exata de um dos navios usados muitas vezes como sepultura chamejante nos funerais dos nobres nórdicos. Sempre que saio do colegio eu passo na loja, antes de ir para casa, e o Sr. Boris sempre me conta historias sobre aventuras viking e da mitologia deles.
Hoje especialmente, quando cheguei na loja o Sr. Boris não se encontrava, resolvi dar uma olhado no que havia chegado de novo, foi quando avistei um bracelete dourado, talhado com escrituras rúnicas. Estava sobre uma almofada e protegido por uma caixa de vidro.
Era tão magnifico, tinha um brilho tão sedutor,eu queria usa-lo... não, eu precisava usa-lo. Foi o que eu fiz, removi a caixa de vidro, abri o feixe do bracelete e pus no meu pulso. Depois disso não importa o que eu diga, nunca poderei dizer exatamente o que aconteceu. Sentia-me como se pudesse levantar um caminhão e lança-lo contra qualquer coisa que eu quisesse, mas aí veio uma tontura repentina, campaleiei e tentei me apoiar no balcão, um grande erro, o balcão rangeu e cedeu ao meu toque.


– Will! o que você fez? - disse o Sr. Boris.

– Me desculpa... eu... - eu tentei me explicar mas não conseguia, tudo estava girando.

– Ai meu Deus! Você não devia ter feito isso, esse é o megingjörð (Megingjard), o bracelete usado pelo deus Thor. Somente quem portar o Megingjard poderá usar o Mjölnir e ter os poderes de Thor. Agora o seu corpo não está suportando tanto poder, retire-o, rapido!

– Espera... - falei - Eu sinto como se ele quisesse que eu o usasse... que eu posso controlar o seu poder... - eu sentia que poderia fazer isso, só precisava me concentrar. Me concentrei o máximo que podia e senti a pressão aliviar.

– Incivel! - Sr. Boris falou maravilhado. - Você não faz ideia do destino que te aguarda....

O Sr. Boris começou a me contar que em uma de suas viagens, para encontrar artefatos, ele encontrou um velho que dizia carregar um fardo que não podia mais levar consigo, pois logo morreria e precisava passa-lo adiante. O velho se referia ao Megingjard e o entregou a ele dizendo que o próximo a carregar o fardo viria a ele e o levaria. Contou também que o velho disse que esse não era o único artefato divino que existia e que não havia somente pessoas boas a tomar posse deles. Havia uma ceita secreta que pretende usar a magia dos artefatos para recriar o Ragnarok, o fim dos tempos.


– Então quer dizer que eu sou o novo protetor do Megingjard e que provavelmente, malucos suicidas virão atras de mim para pegá-lo?

– Basicamente isso, mas não se preocupe, não será tão fácil para eles te pegarem, o Megingjard te dá um imenso aumento de força... o meu balcão ficou sabendo disso da pior forma possível.

– Me desculpa, eu dei um tapinha nele e ele... buf... Mas pelo que eu ouvi dizer o Megingjard é um cinto, não um bracelete.

– É o que os protetores dele queriam, por seculos disseram que era um cinto, para despistar os interessados.

– É uma boa estrategia... o senhor quer ajuda para arrumar tudo?

– Achei que não iria se oferecer... só não toque em nada que possa queb... pensando melhor, pode deixar que eu limpo tudo sozinho, vá para casa descaçar um pouco...


Fui para case e deixei o Sr. Bores limpando a loja. Mal podia esperar para poder testar o que posso fazer agora que uso algo que já pertenceu a um deus.




Proximo capitulo: O colar da deusa do Amor.


Última edição por Hikaru em Seg 12 Mar 2012, 10:08 am, editado 2 vez(es)
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[Original] Os Guerreiros Aesir.

Mensagem por Hikaru em Seg 12 Mar 2012, 10:07 am

Nome: Os Guerreiros Aesir
Capitulo: O colar da deusa do amor.

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Previa do capitulo anterior: Will descobre que o bracelete que pôs no pulso é na verdade o Magingjard, suposto cinto usado por Thor, o deus do trovão e que agora possui uma grande força a sua disposição.
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Depois de receber o Megingjard eu tive alguns problema, principalmente quando tentava abrir um pacote de batatinhas, simplesmente voava batatinhas para todo lado. Mas também houve algumas vantagens, não precisava mais fazer força para abrir o pote de biscoitos, que minha mãe fazia questão de apertar para que eu não comesse antes do almoço.
Poucas semanas depois consegui controlar a força, mas tinha a sensação cada dia mais crescente de que estava sendo observado.

Hoje eu tive um dia cansativo na escola e estou indo dar uma passada na loja do Sr. Boris antes de ir para casa, mas quando estava a um quarteirão dela senti um arrepio estranho, quando me virei, havia uma pessoa com um casaco vermelho e jeans, o rosto estava coberto pelo capuz.

- Espera, preciso falar com você. - era uma voz feminina, possivelmente uma garota.

- Quem é você? - falei

Ela começou a se aproximar.

- Não dê nem mais um passo, ou não vou ligar que você é uma garota.

- Eu sei quem você é o que possui, preciso falar contigo em particular, não assim, muito menos aqui.

- O que quer dizer com isso?

- Venha comigo... me siga - ela falou e virou em uma esquina.

Eu sei que fazer o que ela disse pode ser uma burrice, mas algo na voz dela me passava a sensação de que podia confiar nela, então eu a segui. Decidi manter uma certa distancia por precaução, qualquer coisa eu tinha força o suficiente para me defender. Pouco tempo depois paramos em um beco em uma rua próxima à da loja.

- Aqui está bom... - ela falou, abriu o zíper do casaco e removeu o capuz.

Uau! Era a garota mais bonita que eu havia visto em toda a minha vida, ela tinha cabelo castanho avermelhado, que caia em forma de cachos em seus ombros e olhos verdes bem intensos.

- Eu me chamo Eliana, ta vendo isso? - ela abriu o casaco mostrando uma camiseta branca e bem justa por sinal, mas principalmente um colar de ouro puro com quatro pedras preciosas cor de âmbar e uma maior que as outras no centro, com as menores dispostas duas de cada lado. - Esse é o Brisingamen...

- O colar de Freya, a deus do amor e da beleza... só pode estar brincando?

- Tenho certeza que você me acha irresistível, como se eu fosse a garota mais bela que já viu na vida, deslumbrante e blá blá blá... quer prova melhor que essa?

- Na verdade não me importa... o que você quer comigo?

- Fazer-lhe um convite. - ela se aproximou - Gostaria de fazer parte de um grupo de escolhidos e estão dispostos a fazer de tudo para impedir que os malditos seguidores de Fenris.

- Fenrir? o lobo do apocalipse? - então a fixa caiu, o Sr. Boris havia falado sobre uma ceita que queria juntar os artefatos para recriar o ragnarok. - Então assim que se chamam? os malucos do apocalipse?

- É sim, mas acho que ficou bem mais legal da forma que você colocou.

- Então tem mais pessoas com artefatos? quantos ao total?

- Contando comigo são cinco. Mas existem mais, alguns perdidos assim como você e outros do lado dos seguidores de Fenrir.

- Então vocês querem a minha ajuda?

- Sim, toda ajuda possível, eles não são fáceis, usam de táticas muito boas para nos rastrear e capturar, por isso abandonamos nossas famílias e estamos sempre em movimento... eu acho que estão... - Eliana não terminou de falar, pois um carro passou voando por cima de nossas cabeças, as evitando por poucos centímetros.

Quando olhei para ver de onde havia vindo, percebi que havia uma criatura enorme, com com certeza mais de 3 metros de altura, gordo e feio, com um nariz longo e nojento e orelhas pontudas.

- Isso é um troll?

- Sim, mas é um troll do submundo os trolls do subterrâneo, são menos inteligentes do que seus primos, porém mais fortes e agressivos...

O troll agarrou outro carro e lançou contra nós, mas eu me adiantei, arranquei um poste do chão e rebati o carro contra ele. O troll caiu sentado com o carro no colo, essa foi a chance que tivemos para dar o fora. Eliana e eu corremos de volta para onde estávamos antes e por azar havia três caras de terno e óculos escuro a nossa espera.

- Rendam-se ou terei de tirar os artefatos à força! - um deles falou.

- Idiotas, vocês ainda não aprenderam... - Eliana falou - Não deveria mandar um homem fazer o trabalho de uma mulher... por isso irão até aquela loja feminina ali, vão comprar lindos vestido, vão usa-los e sair por ai cantando os homens...

Então os caras ficaram estranhos, como se fossem robôs e saíram andando em direção à loja.

- Entendi, nem homens nem deuses resistem aos encantos do Brisingamen. - falei

- Isso aí, agora vamos dar o fora.

Continuamos a correr para o mais longe o possível do troll.

- Você precisa me dizer, vai ou não se juntar a nós? - Eliana me perguntou enquanto corríamos.

- Eu não sei... quero dizer, preciso de tempo para decidir... eu quero ir, mas ao mesmo tempo não quero deixar a minha mãe sozinha. - falei

- Eu entendo... você tem até depois de amanha para ir na pousada que fica na entrada da cidade, quarto 15, para nos dizer se vai ou não se integrar ao time. - Eliana falou e virou em outra esquina, me deixando sozinho a correr pela cidade.

Fui para casa e não consegui consegui dormir pensando em tudo aquilo, mas eu precisava, seja lá qual for a minha decisão, precisarei de energia para continuar a viver. Pus meus fones de ouvido e esperei pacientemente, ouvir minhas musicas preferidas me faziam dormir.



Próximo capitulo: Cinco guerreiros e um destino.

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Re: [Original] Os Guerreiros Aesir.

Mensagem por Hikaru em Ter 20 Mar 2012, 6:12 pm

Nome: Os Guerreiros Aesir.
Capitulo: Cinco guerreiros e um destino ~ Parte 1.


Quando acordei pela manha no dia seguinte, fiz o que faço toda manhã, me arrumar para ir para o colégio. As aulas foram chatas como sempre, mas mesmo que quisesse prestar atenção, eu não conseguiria, toda aquela historia sobre os artefatos não saia da minha cabeça.

Não queria deixar tudo para trás, minha família, amigos, tudo que mais gosto e amo. Havia recebido um prazo, mas não gostava de saber que eles estavam correndo perigo por minha causa, para depois descobrirem que minha resposta seria, não.


Não conseguia tirara os olhos do relógio, esperando que o sinal do fim das aulas tocasse. Quando enfim tocou, fui o primeiro a se levantar, catei minha mochila e saí, com o intuito ir até a unica pousada que havia na entrada da pousada.


Quando cheguei, pedi informação à moça da portaria e ela disse que o quarto 15 ficava no terceiro andar e era a 4ª porta à direita. Fui até lá e bati... Bem, eu iria bater, no entanto, a Eliana abriu a porta antes que eu fizesse.

- A que devo a honra da visita? - Ela falou

- Eu vim dar minha resposta. - respondi.

- Entra... - Ela me puxou para dentro.

No quarto havia mais quatro pessoas além dela.

- Oi! Sou o Alam, é um prazer conhece-lo. - Disse um garoto de cabelo castanho, liso grande ao ponto de cobrir as orelhas. Parecia ser o mais novo do grupo, com mais ou menos 13 ou 14 anos de idade. Estava sentado à mesa jogando cartas com alguém.

- Oi, é um prazer e blá blá blá... - Falou o que jogava cartas com Alam, tinha cabelo preto e bagunçado, deveria ter a minha idade, uns 16 anos.

- Oi. - falei

- Aquela é a Lisa.... - Eliana apontou para uma garota de cabelo castanho e liso, muito parecida com o Alam. - Ele é o Pedro... - apontou para um cara que estava de costas, debruçado no peitoril da janela, olhando a rua enquanto fumava. - São os mais velhos entre nós, estão para fazer 18 anos.

- Agora que já nos conheceu, deixe o bracelete e vá embora! - Disse Pedro, sem mudar a posição em que estava.

- Como assim... Por que? - falei confuso

- já sabemos qual é a sua resposta, você pode continuar a viver a sua vidinha egoísta, porque se o mundo acabar você vai estar feliz com seus jogos preferido e se empanturrando de besteiras. - Ele disse tudo isso e apenas derrubou as cinzas do cigarro.

- Já basta Pedro! Ele fez a escolha que achou melhor para si, assim como nós fizemos a nossa. - Eliana falou.

- Tanto faz, só deixe o bracelete e vá embora. - Ele se virou apos terminar a frase, tinha um cabelo loiro e bem aparado, seus olhos tinham um tom de mistério e eram de azul claro, beirando o cinza e usava uma argola na orelha esquerda, onde pendia uma pequena lança prateada.

- Mas como sabem qual é minha resposta se eu não falei nada ainda? - Perguntei

- Por minha causa. - A Lisa se levantou e veio andando em minha direção. - Está vendo isso? - Ela me mostrou um pingente em forma de roca de fiar preso a uma correntinha de prata. - É o artefato que representa a deusa Frigga, deusa-mãe, mulher de Odin e detentora do dom da profecia. Eu tive uma visão na qual você viria aqui e diria que não vai se unir a nós.

- Desculpa, mas não posso ir e deixar o Megingjard, ele é minha responsabilidade, vou levá-lo comigo. - Falei

- Nossa intenção não é tirar o bracelete de você, é só que se ficar com ele, os homens de ontem virão atras de você. - Eliana falou

- E eu os farei correr para que nunca mais voltem. - Falei, saindo em seguida sem olhar para trás.

Voltei para casa e passei um bom tempo no meu quarto olhando o bracelete, então decidi ir até à loja do Sr. Boris para me distrair um pouco com as novidades que haviam chegado. Porém no meio do caminho comecei a sentir frio, então pensei em voltar para pegar um casaco, mas uma nevasca caiu do nada, me deixando com tanto frio que eu mal conseguia me mover.

- Muito bem garoto, você não precisa se machucar, é só entregar o bracelete e ir embora. - Disse uma pessoa usando casaco de frio e capuz, havia parecido do nada no meio da nevasca.

- Quem é você?

- Não é da sua conta, jogue o bracelete e vá embora.

- Então vem pegar. - Falei

O homem avançou contra mim com tudo, puxou uma espada de dentro do casaco e veio pronto para me cortar. O problema era que devido ao frio estremo não podia sentir varias partes do meu corpo e desviar não era uma opção.

- Deveria ter me entregado enquanto havia chance. - O homem disso quando já estava prestes a me atingir.

Próximo capitulo: Cinco guerreiros e um destino ~ Parte 2.

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